Na tradição do rock brasileiro


 

Tá Freud, baia

Ninguém me viu engasgando a seco
com o bagaço da laranja mecânica
Só queria que inventassem pro meu coração
uma injeção antitetânica

Tô lavando os pratos, que na pia deixou nosso amor
Não me avisou no contrato sobre dor

Foi te dando as estrelas que meu mundo caiu
Hoje eu moro com Freud numa caixa de rivotril
Foi te dando as estrelas que meu mundo caiu
Hoje eu moro com Freud numa caixa de rivotril

Me pediu em casamento com sua língua gringa
que no final tinha um tal de mon amour
Mas hoje meu coração apertou a tecla Sap
meu Deus eu me fu fui

Até que a morte nos separe, mas me deixou sozinho
em nosso barquinho a afundar
Me manda ao menos um colete
sem vocês eu não sei nadar

Foi te dando as estrelas que meu mundo caiu
Hoje eu moro com Freud numa caixa de rivotril
Foi te dando as estrelas que meu mundo caiu
Tô morando com Freud numa caixa de rivotril

Freud me contava suas neuras, amores e mágoas
quando de repente, ai psiu
Era o meu cumpadre Ded que já tava dentro da caixa
eu pensei pata que o pariu

É que o amor nos roubou e ninguém gritou pega ladrão
Assinamos um BO mas nos prenderam em vossas mãos

Foi te dando as estrelas que meu mundo caiu
Hoje eu moro com Freud numa caixa de rivotril
Foi te dando as estrelas que meu mundo caiu
Tô morando com Freud numa caixa de rivotril

“É tempo de amoras” tem projeto premiado pelo Prodecine/Ancine

Com o aporte de R$1,05 milhão (um terço do necessário projetado para sua realização) o projeto de um filme longa-metragem baseado no roteiro desenvolvido por Anahi Borges com a colaboração de Drika Nery foi selecionado pelo Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine (Agência Nacional de Cinema) no âmbito da Chamada Pública PRODECINE 01/2016

Caberá agora aos produtores Anahi Borges (Aranhas Produções Artísticas e Culturais) e Gustavo Maximiliano (BR153 Filmes) avançarem na captação da verba restante necessária para a realização desse projeto que conta, além das respeitáveis biografias de Anahi, Drika e Max, com o assentimento e compromisso de alguns respeitáveis atores globais brasileiros que adoraram a história a ser contada no filme e fizeram questão de dele participar.

A história diegética a ser contada é linda, profundamente humana e com certeza prenderá a atenção de espectadores de todas a idades, envolvendo liricamente a necessidade de se construir uma família a partir de seres diversos de diferentes gerações com histórias de vida próprias em busca de uma vivência comum e criativa a partir de suas afinidades e esperanças.

Torçamos e ajudemos na realização dessa obra que, além da história contada em si, é plena de estética cinematográfica do novíssimo cinema brasileiro.

Aqui vai uma opinião: Anahi e Max já pensaram em captar financiamento através do hoje tão utilizado Crowdfunding? Já li em vários sítios internet várias realizações baseadas nesse financiamento popular/cidadão. Só tem que convencer os contribuintes da grandeza do projeto em prol do avanço da humanidade dos seres humanos humanistas.

Não custa tentar essa oportunidade, em vez de se vender ao Kapital Internacional e abdicar dos sonhos originais.

Tem muita gente, nem imaginamos quantos, parecidos conosco nos sonhos de uma sociedade humana humanista.

A volta por cima dos brasileiros, a volta à esperança dos anos dourados

O Brasil e os brasileiros precisamos voltar ao seu período de ouro (2003/2014) único contra os 500 anos de opressão, escravidão, humilhação, sofrimento, pobreza, fome e desesperança.
Precisamos voltar ao 7º PIB mundial com Inclusão Social, ao Fim da Desigualdade, da Miséria e do Mapa da Fome da ONU.

Mamãe, não se vá. Papai, volte pra casa

Ora, dirão vários alguns, John Lennon foi abandonado pelos próprios pais mas foi  criado pela titia Mary Elizabeth “Mimi” Smith como um classe média inglês que teve várias oportunidades na vida, inclusive estudar e praticar música possibilitando-lhe participar de um grupo que se tornou o maior em toda a história da música da indústria cultural comercial mundial.
Sua obra poético-musical se sobrepôs sobre a mediocridade dessa indústria comercial imperial financeira monetarizada.
Como um genuíno poeta, aproveitando o espaço midiático que lhe era proporcionado ele extrapolou as cercas expondo sua verdadeira essência, sua história de vida e seus sentimentos.
Não nos enganemos: Lennon aproveitou seu preço/valor midiático que rendia US$milhões às empresas de mídia por qualquer peido que desse para detonar essa pri$ão e expor cruamente sua história de vida diante da sociedade.
Escreveu simplesmente palavras que qualquer iniciante da língua inglesa entende.
E ajudou a humanizar a Humanidade.
Sinceramente nunca vi nem ouvi algo tão seminal: nada mais do que palavras básicas para entendimento de qualquer criança criando/expressando sua humanidade, seus sentimentos e pensamentos sobre sua verdadeira história de vida, aquilo que mais que tudo é a expressão da verdadeira verdade de uma pessoa.
Ironicamente, esse desabafo de Lennon enriqueceu enormemente com US$ a indústria que o gravou, divulgou e vendeu. Lennon também arrecadou para si outros US$milhões com esta canção falando de coisas tão particulares.
Mas assim é o mundo de hoje: sem ser dessa maneira, como poderíamos usufruir, sentir e pensar sobre esta canção e seus significados e entendimentos?
Assim caminhou a humanidade, assim tivemos acesso a esta poesia musical seminal.