Coxinhas do Paraná, seu estado é o campeão da corrupção, mas como diz o Moro, “não vem ao caso”

Até hoje eu nunca entendi essa raiva e ódio manifestados pelos coxinhas fascistas do Paraná contra corruptos de outros estados, tendo na própria cara, nariz e estado seus corruptos de causar inveja a quaisquer outros como o caso BANESTADO (a maior corrupção de bilhões de R$ de nosso país), os casos de Maringá (com assassinato de Luiz Antônio Paolicchi) com testemunha de defesa de Sergio Moro, os diversos outros casos de Leiner/Beto Richa e seus fiscais em Curitiba/Londrina/Maringá/Foz de Iguaçu.
Se Sergio Moro centralizasse seu foco no Paraná não lhe sobraria tempo para ficar bombando nos casos de corrupção de outros estados em conluio com a Rede Esgoto Globo.
Como se nota, o nariz do Moro só cheira longe, longe da corrupção maior do Paraná, na sua cara, desviando seu narigão seletivo.

 

Sobre a canalhice

Francis Bacon é autor de uma frase que costumo usar em momentos históricos como o de hoje, 17 de maio de 2017. Dizia ele que a verdade é filha do tempo e não da imposição.

Nada mais apropriado para o dia em que caiu por terra, definitivamente, a máscara de soberba e hipocrisia que encobria a decrepitude de um sistema político dominado por uma escória que foi capaz de arruinar uma democracia inteira em defesa dos mais inconfessáveis interesses.

Ironia das ironias, foi por medo do mais atual instrumento de tortura da idade moderna, a prisão preventiva indefinida, que os donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, proporcionaram a mais avassaladora delação premiada de toda a operação Lava Jato.

Não deixa de haver nesse episódio uma espécie de justiça providencial.

Utilizados como ferramentas medievais na insana busca de argumentos minimamente aceitáveis para incriminar Lula, Dilma e o PT, prisão preventiva e delações foram exatamente os recursos que acabaram por provar a escandalosa conspiração que depôs uma presidenta honesta e perpetuou uma caçada jurídica e midiática de décadas ao maior líder popular desse país.

Iniciada desde os primeiros minutos em que Dilma Rousseff foi reeleita em outubro de 2014, o conluio capitaneado pelo projeto de poder derrotado nas urnas utilizou-se de todos os meios, instituições inclusive, para minar e inviabilizar o governo reconduzido pelo povo ao poder.

Munidos com o capital do alto empresariado, do jornalismo de guerra da mídia familiar e da justiça cooptada da primeira instância até a mais alta corte, a nata da corrupção política brasileira enganou descaradamente uma parcela significativa da população buscando a desestabilização do governo.

Nada representa melhor o que significou o golpe de Estado sofrido pelo país do que a aceitação do processo de impeachment ter sido feita por um criminoso como Eduardo Cunha. O mesmo que, agora está provado, confabulava com o vice decorativo e sua quadrilha, a tomada violenta do poder.

Poucos messes após uma das mais vergonhosas sessões já vistas na Câmara dos Deputados, o Senado dava cabo de um projeto vitorioso de inclusão social e redução da desigualdade que perdurou por mais de uma década.

Entrou em cena a mais pavorosa malta já reunida no Palácio do Planalto. A truculência, o machismo, a misoginia, a incompetência e a falta de diálogo foram postos em ação para ruir a soberania brasileira em pagamento dos relevantes serviços prestados pelos grandes interesses internacionais.

Em apenas um ano de governo, o Brasil retrocedeu décadas. Ficamos mais pobres, mais desiguais, mais desempregados. Fatiamos e doamos a Petrobrás a empresas internacionais. Condenamos a educação e a saúde a décadas sem investimentos. Perdemos todo o prestígio internacional que conseguimos a duras penas.

Em resumo, um escândalo num dia, um desastre no outro. Quando não os dois.

A delação dos donos da JBS vem pôr fim a um dos mais obscuros momentos políticos de nossa história. Restou desmoralizado todo o governo Temer, o Supremo Tribunal Federal que foi incapaz de impedir os atos de Eduardo Cunha e a operação Lava Jato que terá agora que lidar, fatalmente, com aqueles a quem tanto tentou proteger.

Escrevi em 7 de julho de 2016, pouco antes da votação do impeachment no Senado Federal, um artigo intitulado “O desfecho de Temer será ainda pior do que o de Cunha”.

Não resta dúvidas que esse medíocre que ora rasteja no lamaçal de imundície que ele próprio criou, entrará para a história do Brasil como o político mais odiado de todos os tempos.

Que a profecia seja cumprida e que este seja o triste fim de uma canalha.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-triste-fim-de-um-bando-de-canalhas-por-carlos-fernandes/

Brasil da Globo derruba a honestidade e instala a corrupção

Se eu escrever cem vezes desculpas para Dilma em nome dos brasileiros, ainda assim vai ser pouco.

A cada lista de delatados que emerge, maior é o tamanho do crime político que cometemos contra Dilma.

Relembre aquelas cenas infames de corruptos das duas casas do Congresso vociferando contra Dilma em nome da “honradez”, dos “elevados princípios morais” etc etc.

Todos eles, em tempo recorde, foram desmascarados. Não sem antes chacinar uma mulher honesta e, com ela, 54 milhões de votos.

Aquelas cenas, se antes davam raiva, agora dão nojo.

Jamais se apagarão da memória de horrores políticos nacionais aqueles momentos em que um gânguester do naipe de de Eduardo Cunha comandava a destituição de Dilma.

E os deputados corruptos que em série pronunciavam o fora Dilma pelos filhos, filhas, noras e o que mais fosse?

Um dia alguém haverá de selecionar as palavras mais cínicas e mostrar o que se descobriu sobre os autores. (No dia seguinte ao da sessão final do impeachment, o marido de uma deputada ensandecida foi posto num camburação por roubalheita.)

Como esquecer, no Senado, Aécio, o Mineirinho, despejando sobre Dilma todas aquelas acusações de trampolinagem que na realidade ele mesmo cometeu? E Cássio Cunha Lima? E Juca?

Dilma foi sacrificada para que a escumalha da política brasileira pudesse ser varrida.

E a triste verdade é que não fizemos nada para ajudá-la no bom combate que ela estava travando.

A esquerda estava mais interessada em criticá-la por alegados erros no segundo mandato do que em ajudá-la a enfrentar a selvagem plutocracia nacional.

Que Dilma poderia fazer tendo Temer ao lado, Cunha em suas costas, Aécio tramando desvairadamente e a mídia boicotando-a com sede assassina?

Um governo é, sob vários aspectos, como uma empresa. Que empresa funcionaria mesmo que tivesse no comando Steve Jobs se todos os executivos estivessem contra ele, e ele não possuísse poderes para demiti-los?

Com nossa omissão, ajudamos a empurrar Dilma para o abismo.

É uma culpa que levaremos para sempre.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/ja-esta-passando-da-hora-de-pedirmos-todos-nos-desculpas-a-dilma-por-paulo-nogueira/