Mentira pelo tweet disparou as ações para a guerra

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Mentiras da imprensa levam à guerra

O descalabro e a irresponsabilidade da Imprensa beiram o inimaginável dentro dos parâmetros da racionalidade humana.

Quem assume as responsabilidades pelas falsas informações divulgadas amplamente no mundo todo para justificar a invasão e destruição de um país que nunca agredira qualquer outro e o assassinato premeditado de seu líder amado e respeitado pela imensa maioria da população que conseguira atingir um patamar civilizatório quase do mesmo nível do europeu?

Será que as pessoas que se dizem “pensantes” irão jogar para debaixo do tapete de sua memória toda a suja e falsa informação com a qual foram manipulados para, como disse Malcolm X em 1964 “amarem o opressor e odiarem o oprimido“?

Será que estão questionando esses “falsos” jornalistas para descobrirem, como procura saber Julian Assange, do Wikileaks, “qual é a taxa média de mortos que cabe a cada jornalista que deturpou a realidade e induziu às guerras“?

Será que pretendem, como Thierry Meyssan, do Voltaire.net, que esses “falsos” “jornalistas que induzem à guerra sejam levados aos tribunais internacionais por infrigirem as resoluções nº 110, 381 e 819, da ONU“?

Para reavivar e nunca deixar desaparecer a memória dos fatos que levaram à barbárie européia e norte-americana, com o apoio e beneplácito de seus “civilizados” cidadãos, na destruição da progressista e pacífica Líbia, leia abaixo:

Um tweet a partir de uma fonte falsa: foi a base para as resoluções da ONU, para o ataque, a destruição e o genocídio na Líbia.
Mensagens falsas na Mídia Social levaram à guerra contra a Líbia
por Marinella Correggia
De: Mathaba, em 21/08/2011

A mãe de todas as mentiras foi enviada ao mundo através de uma mensagem do twitter por Al Arabiya, em 23 de fevereiro de 2011. Uma mensagem que induz a acreditar que Qaddafi é um Hitler ainda mais ultrajante e cruel: “a repressão na Líbia tem já alegados 10.000 mortos e 50.000 feridos.”

Pode ter sido um balão de ensaio para verificar se o mundo era capaz de engolir, acreditar sem suspeita; e ele foi capaz. Mesmo as pessoas que se consideram “progressistas” na Europa, disseram: ”Temos de parar o genocídio“, ”Bengazi é como Guernica“.

Mas quais foram as fontes dessa notícia? Na verdade foram os rebeldes terroristas (que ainda repetem essa falsa informação): Al Arabyia diz que recebeu a notícia de “Sayed al Shanuka, membro líbio do Tribunal Penal Internacional, que foi entrevistado em Paris“.

Em 24 de fevereiro, apenas um dia após a “notícia do genocídio“, o Tribunal Penal Internacional desmentiu aquele homem:

“Um esclarecimento sobre as informações da mídia com relação à posição do TPI sobre a situação da Líbia. Várias fontes de meios de comunicação têm publicado informações sobre a situação na Líbia atribuídas ao Sr. Sayed Al Shanuka (ou El-Hadi Shallouf), apresentado como um “membro do Tribunal Penal Internacional. O TPI deseja esclarecer que essa pessoa não é nem um membro do pessoal, nem assessor, e de modo algum ele pode falar em nome do Tribunal. Qualquer declaração feita por ele é dada apenas como sua opinião pessoal.
A única posição oficial até esta data é a declaração do Procurador do TPI , publicada em 23 de fevereiro de 2011:
‘A decisão de buscar a justiça na Líbia deve ser tomada pelo povo líbio. Atualmente, o Estado líbio não é parte do Estatuto de Roma. Portanto, a intervenção do TPI sobre os supostos crimes cometidos na Líbia pode ocorrer apenas se as autoridades líbias aceitarem a jurisdição do Tribunal de Justiça (através do artigo 12 (3) do Estatuto de Roma). Na ausência de tal medida, o Conselho de Segurança das Nações Unidas pode decidir remeter a situação para o Tribunal. O Gabinete do Procurador atuará apenas após qualquer decisão ser tomada.’

Para mais informações, por favor contate Fadi El Abdallah, Associate Legal Outreach Officer (Oficial Jurídico Associado de Divulgação).”

Mas ninguém parece ter percebido esta declaração oficial. Poucos dias depois, em 03 de março, foi a vez de Ali Zeidan, um autonomeado porta-voz da Liga Líbia para os Direitos Humanos, que sempre apenas a partir de Paris, apresentou dados mais aterrorizantes: 6.000 vítimas (3.000 em Trípoli, 2.000 em Benghazi, 1.000 em outros lugares). Mas a denúncia de Zeidan não é publicada no site da LLHR, e pelo jeito Zeidan não é o presidente nem o diretor: outra falsa fonte.

Zeidan é na verdade um porta-voz dos terroristas de Benghazi. E ele é o mesmo Zeidan que declarou, em 23 de março: “Nos futuros contratos do petróleo, vamos lembrar aqueles que nos ajudaram” (bombardeando mais!).

Foram realmente esses dados, 10.000 ou 6.000 vítimas em poucos dias de protestos, mais os supostos “feridos por Qaddafi”, que foram tomados como ouro pelo Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

(Mas quando, em Junho, o procurador chefe Ocampo emitiu um mandado contra os três dirigentes líbios por ele responsabilizados, o número já não é mais 6.000, mas 208).

Não importa, é o número grande que é usado como base para as resoluções da ONU e para a guerra. A presunção é que se, em poucos dias, “Qaddafi matou tantas pessoas, o que acontecerá se os tanques líbios entrarem em Benghazi?”. De fato Dennis Ross, o consultor político da Casa Branca, em seguida, declarou: “Até 100.000 pessoas poderiam ser mortas e todo mundo vai nos culpar se não intervirmos“.

Nisto é que as resoluções da ONU e a guerra foram baseadas: em …um tweet a partir de uma fonte falsa.

(A propósito, mesmo em guerras anteriores nos últimos 20 anos, houve falsas armas fumegantes: incubadoras desligadas em Kuwait City por soldados iraquianos; armas de destruição em massa, valas comuns e as meninas chorando na frente de uma câmera da qual elas escaparam da morte ou estupro).

Em 23/02/2011, a agência italiana ANSA noticiou:
Líbia, Al Arabiya reporta 10.000 MORTOS


(ANSAmed) – ROMA – Há pelo menos 10.000 mortos e 50.000 feridos na Líbia, de acordo com relatos de Al Arabiya no Twitter citando um membro do Tribunal Penal Internacional. O número de mortes foi relatado pelo membro líbio do Tribunal Penal Internacional, Sayed al Shanuka, que foi entrevistado a partir de Paris. Os números oficiais fornecidos pelo governo líbio ontem indicaram 300 mortos, enquanto esta manhã o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, afirmou que ele acreditava mais na morte de ”mais de 1.000 inocentes”.
Após o discurso de ontem à noite na televisão pelo líder líbio Muammar Gaddafi, que afirmou que “eu vou resistir até a minha morte“, a tensão emergiu hoje na Líbia enquanto os estrangeiros fogem e suprimentos de energia para a Europa estão paralisados. O governo ainda controla Trípoli, mas já perdeu a Cirenaica. Esta manhã o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, mencionou “guerra civil” entre as “unidades e esquadrões da morte” e acusou Qaddafi de “horrível derramamento de sangue”, pedindo-lhe para parar. Até o governo italiano, que a oposição acusou de não ter falado sobre a repressão de Qaddafi, está agora atacando o líder líbio.
Frattini acrescentou que, nas suas relações com a Líbia, no passado “a Itália fez o que precisava fazer”, mas “há um limite e à luz do que está acontecendo não podemos deixar de fazer nossa voz ouvida”.
(ANSAmed).


Em 24/02/2011, o Tribunal Penal Internacional (ICC) divulgou para todos os meios de comunicação (Media Advisory: 24.02.2011):

Esta mentira também foi espalhada para o mundo pelas agências de notícias, que sem qualquer investigação mais séria, divulgaram-na pelos jornais, revistas, rádios e televisões do planeta como se fosse uma verdade, um fato real, desrespeitando o direito do cidadão de saber a verdade e induzindo a imensa maioria da população a ter uma opinião negativa sobre o governo da Líbia e apoiar o bárbaro massacre perpetrado pelos EEUU/OTAN para destruir o belo e rico país, matar sua população e seus governantes nacionalistas, saquear suas riquezas e instalar bases militares em seu território.

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