Clique no título abaixo e compreenda como funcionava o esquema do Trensalão:
O TRENSALÃO também chamado PROPINODUTO TUCANO de SP
A pedido da Polícia Federal que está investigando o caso do Trensalão, a Justiça Federal em São Paulo encaminhou o Inquérito 3815 para o Supremo Tribunal Federal, que terá a relatoria da Ministra Rosa Weber:
A mídia repercutiu com o cinismo de praxe a iniciativa de João Paulo Cunha, deputado federal (PT-SP), de apresentar sua defesa contra as acusações pelas quais foi condenado pelo STF, na forma de uma revista, e com discurso contudente na Câmara dos Deputados. Nenhum de seus argumentos, nenhum documento presente na revista, foram divulgados. Mais uma vez, qualquer argumento em defesa dos réus é jogado para debaixo do tapete. A opinião pública brasileira precisa continuar sendo enganada porque o investimento na acusação foi caro demais.
Entre os documentos, por exemplo, estão provas de que a publicidade da Câmara durante a gestão de Cunha como presidente da instituição, realmente foi aplicada em anúncios nos principais meios de comunicação. Nenhum recurso foi desviado, conforme acusa a Procuradoria e Joaquim Barbosa, para “comprar deputados”. E mais uma vez, como aconteceu no caso Visanet, a Globo aparece em primeiro lugar como beneficiária dos recursos de publicidade gastos pela Câmara dos Deputados.
Ou seja, a Globo sabe que os recursos não foram desviados porque recebeu o dinheiro. Mas o cinismo da emissora é infinito. E não só dela, mas de jornais como a Folha, Estadão e Correio Braziliense, que, junto com a revista Veja, também foram beneficiados. Outras emissoras de TV, como o SBT, também receberam vultosas verbas de publicidade da Câmara. Tudo dentro da lei.
Como é possível tanto mau caratismo? Cunha também explica, com incrível abundância de provas, o uso dos R$ 50 mil que sacou do Banco Rural, para pagar pesquisas pré-eleitorais em sua cidade, Osasco. Apresenta os pedidos do PT local para o pagamento do serviço, as notas fiscais da empresa que o realizou, tudo.
Por fim, o coletivo do mandato do deputado fala sobre o último golpe de Joaquim Barbosa, ao mandar prender os réus que ainda tinham direito a embargos infringentes, os quais poderiam, efetivamente, levar a uma revisão de todo o processo e inocentá-lo. Assassinos confessos, como Pimenta Neves, ex-diretor de jornalismo do Estadão, por exemplo, aguardam em liberdade a decisão dos ministros sobre os embargos infringentes. O que acontecerá quando Cunha for inocentado? Quem pagará pela injustiça de encarcerá-lo injustamente?
De qualquer forma, o pior erro do STF foi ignorar as provas, e aceitar acusações contra as provas apresentadas. Com isso, a principal corte de justiça do país cometeu uma grave violação dos direitos humanos e, na medida em que arbitrou injustamente contra políticos eleitos pelo sufrágio universal, agrediu a ordem democrática.
Você, leitor, que não quer se massa de manobra de uma mídia historicamente golpista e aliada da corrupção, deve sair da zona de conforto e se informar com mais cuidado sobre os principais temas políticos do país. O mensalão é um deles. A revista de João Paulo Cunha deve ser lida com atenção por todo brasileiro interessado na verdade e na justiça.
Espero que a comunidade jurídica faça parte desse grupo.
Baixe o conteúdo integral da defesa documentada de João Paulo:
Revista “Nada Mais Que a Verdade” – João Paulo Cunha
Três fundamentos sem os quais os VALORES CRISTÃOS da solidariedade, da igualdade e da fraternidade viram um DISCURSO HIPÓCRITA:
1 – Todo cidadão tem direito ao TRABALHO porque quem não tem direito ao trabalho não pode se realizar na sociedade;
2 – Todo cidadão tem direito a uma MORADIA DIGNA por que se vc não tem aonde viver com sua família vc não é um cidadão;
3 – Todo cidadão tem direito à EDUCAÇÃO porque o conhecimento é mais importante do que qualquer outro valor.
A “democracia” formal como é hoje, NA PRÁTICA, não permite que os trabalhadores e pobres participem da vida política, limitando-os a “votar de quatro em quatro anos”, sob a influência dos grandes meios de comunicação que deformam a realidade aos interesses de seus proprietários (algumas famílias da chamada “Casa Grande” resquício da escravatura dos séculos passados).
Quando ministro da Saúde, em 2001, José Serra foi a Mato Grosso “inaugurar” Ambulâncias Superfaturadas.
Agora, Istoé, em março de 2010, Serra “inaugurou” os Trens Superfaturados do Metrô e da CPTM…
Para quem já inaugurou Maquete…
Esse é o vídeo oficial do Governo do Estado de São Paulo, pago com o dinheiro do contribuinte (fora à parte o dos Trens), “inaugurando” o R$ 1 BILHÃO de Superfaturamento:
Este, para ajudar a não se esquecer, é da “inauguração” das Ambulâncias Superfaturadas:
E este, de lambuja para a memória, é o oficial da “inauguração” da Maquete. Note que tanto a Maquete quanto esse Vídeo foram pagos também com dinheiro dos paulistas:
Mas não termina aí. Foi dinheiro perdido o da Maquete e da Propaganda, não tanto quanto seria o do Superfaturamento de uma ponte de 900 metros entre Santos e Guarujá.
Agora mais uma Maquete foi construída pela Dinastia eleita e paga pelos contribuintes de São Paulo: em lugar da Ponte dizem que vão construir um Túnel entre Santos e Guarujá.
Se a Dinastia seguir sua tradicional Política Superfaturante, quando e por quanto sairá esse Túnel?
Newsweek, 03/08/1981, pg 19: Um plano para derrubar Kaddafi: “Os detalhes do plano estavam incompletos, mas parecia ser uma clássica campanha de desestabilização da CIA. Um componente era um programa de ‘desinformação’ destinado a embaraçar e constranger Kaddafi e seu governo. Outra era a criação de um ‘contra governo’ para desafiar sua pretensão à liderança nacional. Um terceiro – potencialmente o mais arriscado – era uma campanha de escalada paramilitar, provavelmente por cidadãos líbios descontentes, para explodir pontes, conduzir operações de guerrilha de pequena escala e demonstrar que Kaddafi é contestado por uma força política nativa”. CONFIRMADO: a guerra na Líbia é uma operação da CIA em fabricação há 30 anos por Tony Cartalucci Publicado originalmente no Landdestroyer em 26.08.2011
O ativista de mídia alternativa David Icke, que vem alertando sobre a natureza falsa do “Primavera árabe” desde que começou há mais de seis meses, apontou um “flashback surpreendente” em um artigo da Newsweek de 03 de agosto de 1981 intitulado “Um plano para derrubar Kaddafi.”
“Os detalhes do plano estavam incompletos, mas parecia ser uma clássica campanha de desestabilização da CIA. Um componente era um programa de ‘desinformação’ destinado a embaraçar e constranger Kaddafi e seu governo. Outra era a criação de um “contra governo” para desafiar sua pretensão à liderança nacional. Um terceiro – potencialmente o mais arriscado – era uma campanha de escalada paramilitar, provavelmente por cidadãos líbios descontentes, para explodir pontes, conduzir operações de guerrilha de pequena escala e demonstrar que Kaddafi é contestado por uma força política nativa”.
Comprovadamente este plano acabou de ser executado na íntegra com a adição necessária de uma intervenção da OTAN para socorrer a acima referida campanha “paramilitar” na luta contra as forças de segurança da Líbia – um plano de emergência explicitamente expresso em outra confissão assinada, subsidiada por Wall Street-London, “Qual o caminho para a Pérsia?“, da Brookings Institution: Usando Força Militar para Ajudar Revoluções Populares, página 109-110 (página 122-123 do PDF): “Por conseguinte, se os Estados Unidos nunca conseguem acender uma revolta contra o regime clerical, Washington pode ter que considerar a possibilidade de fornecer-lhe alguma forma de apoio militar para impedir Teerã de esmagá-la”. “Esta exigência significa que uma revolução popular no Irã não parece se encaixar no modelo das “revoluções de veludo” que ocorreram em outros lugares. O ponto é que o regime iraniano pode não estar disposto a ir suavemente na noite tranquila; ao contrário, e diferente de tantos regimes do Leste Europeu, pode optar por lutar até à morte. Nestas circunstâncias, se não houver assistência militar externa para os revolucionários, eles poderão não apenas falhar, mas serem massacrados.
Consequentemente, se os Estados Unidos perseguem esta política, Washington deve levar essa possibilidade em consideração. Ela acrescenta alguns requisitos muito importantes para a lista: ou a política deve incluir maneiras para enfraquecer a força militar iraniana ou enfraquecer a vontade dos líderes do regime em recorrer à força militar, ou então os Estados Unidos devem estar prontos a intervir para derrotá-lo”.
A campanha de desinformação começou em fevereiro quando mentiras evidentes, agora comprovadas, foram informadas ao público, sobre a natureza da revolta e a reação do governo líbio. Quando os mercenários da LIFG Al Qaeda, já endurecidos em batalhas de tanques e aviões, empreenderam a guerra contra o exército líbio, a mídia corporativa em conjunto com países membros da Otan que se preparavam para intervir, retratou a revolta como pacíficos ativistas agitando cartazes sendo mortos indiscriminadamente em grandes quantidades por fogo de metralhadora e bombardeados por aviões de guerra da Líbia. As provas irrefutáveis agora confirmam que nenhuma atrocidade ocorreu! A ONU, no entanto, citando esta desinformação intencional, aprovou a intervenção da OTAN.
A própria natureza dos rebeldes de Benghazi foi enganosamente apresentada ao público. Na verdade, eles são um ajuntamento de extremistas e mercenários, muitos dos quais haviam lutado recentemente no Iraque e no Afeganistão contra forças dos EUA. Estes mercenários, que têm sido apoiados pela CIA e MI6 durante os últimos 30 anos (veja linha do tempo), estão sendo retratados como uma “força de uma política nativa” em oposição ao governo da Líbia. Foi recentemente revelado que o comandante rebelde que está tentando tomar Trípoli é ninguém menos que Abdelhakim Belhadj, um quadro da Al Qaeda que foi capturado anteriormente na Malásia, torturado pela CIA em Bangkok, Tailândia, em 2003, antes de ser libertado de volta na Líbia onde ele está agora lutando em nome da OTAN.
Desinformação adicional vem na forma de tentativas de mídia para retratar Qaddafi como um louco incoerente que, apesar da calúnia e depreciação, acabou por ser um dos poucos chefes de estado falando alguma verdade de qualquer modo em relação ao conflito cercando sua nação. A partir de suas alegações anteriores de que a revolta era estrangeira suportada pela Al-Qaeda, às agora comprovadas afirmações de que a rebelião era nada mais do que um meio para introduzir uma ocupação estrangeira e a espoliação dos recursos da Líbia, ele tem estado absolutamente certo.
Como os rebeldes saquearam sua casa e seu complexo no centro de Trípoli, ele agora está sendo capciosamente, de forma desonesta, retratado como um tirano opulentoque acumulou recursos do Estado ao custo de sua população. Denunciando a duplicidade dessa mentira é o próprio Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que lista a Líbia como um dos países mais desenvolvidos na África e é classificado mais acima do que muitas outras nações, incluindo Rússia, Brasil, Arábia Saudita e Malásia. É absolutamente óbvio que a riqueza do petróleo da Líbia foi colocado em bom uso, e como a Líbia tem se assegurado de que as nefastas e desonestas ONGs do Ocidente sustentadas pelas corporações fossem excluídas da sociedade líbia, nenhum outro esclarecimento sobre o desenvolvimento da Líbia existe além das iniciativas próprias do governo.
O que estamos testemunhando na Líbia é uma combinada e aceita guerra de agressão pelos interesses financeiros-corporativos que têm abertamente conspirado para levar a cabo uma campanha de conquista militar e econômica através de todo o Oriente Médio (e além), incluindo o Norte de África e, especificamente, incluindo a Líbia. Do discurso de Wesley Clark de 2007, ao artigo de 1981 da revista Newsweek, nos tem sido passada uma confissão assinada de que “nossos” governos são os verdadeiros inimigos da humanidade livre, mascarando a sua agenda com a mais fina aparência atraente de justificação moral, quase como para insultar a inteligência de tantos que ansiosamente continuam a dar-lhes poder quando eles maliciosamente prosseguem adiante. Mais uma vez, temos que nos comprometermos a identificar os interesses corporativos-financeiros que na verdade estão dirigindo essa agenda, temos de ficar à espreita dos líderes políticos e militares que desfilam diante de nós como os executores da “política internacional”. Devemos também nos comprometermos aboicotar e substituir esses interesses financeiros-corporativos, bem como acabar com o reconhecimento de qualquer legitimidade que infinitamente acumulam para si mesmos.
CORPO:Para muitos de seus críticos no Capitólio, a questão real sobre o diretor da CIA William J. Casey sempre foi sua capacidade de julgamento. Na semana passada, quando a pressão para a demissão de Casey aumentou, as fontes começaram a vazar detalhes de uma operação planejada da CIA que pareceu enfatizar essas dúvidas. A Newsweek teve conhecimento de que a operação, apresentada à Comissão Especial de Inteligência da Câmara dos Deputados pelo ex-vice-diretor de operações secretas Max Hugel e aprovado por Casey e pela equipe de gerenciamento de crise da Casa Branca, era um esquema em larga escala, multifásico e caro para derrubar o regime líbio do coronel Muammar Kaddafi. O objetivo da CIA, disseram as fontes, era a remoção definitiva de Kaddafi do poder. Para membros da comissão de inteligência da Câmara que analisaram o plano, aquela frase parecia implicar no assassinato de Kaddafi. E, em um passo que os especialistas disseram ser “raro” nos registros secretos de supervisão pelo Congresso das atividades da CIA, a Comissão enviou uma carta com palavras fortes de protesto diretamente para Ronald Reagan.
Os detalhes do plano estavam incompletos, mas parecia ser uma clássica campanha de desestabilização da CIA. Um componente era um programa de ‘desinformação’ destinado a embaraçar e constranger Kaddafi e seu governo. Outra era a criação de um “contra governo” para desafiar sua pretensão à liderança nacional. Um terceiro – potencialmente o mais arriscado – era uma campanha de escalada paramilitar, provavelmente por cidadãos líbios descontentes, para explodir pontes, conduzir operações de guerrilha de pequena escala e demonstrar que Kaddafi é contestado por uma força política nativa. O custo em ajuda secreta americana era alta o bastante, disseram as fontes, para que a CIA precisasse de permissão do Congresso para sacar verbas de uma conta de reserva especial. Até agora, disseram as fontes, o Congresso não aprovou as verbas.
Os membros da Comissão da Câmara, informados por Hugel, estavam céticos sobre a viabilidade e os objetivos do plano. Agentes norte-americanos são proibidos de realizar tentativas de assassinato de líderes estrangeiros, apesar de que um complô armado pelos próprios líbios, presumivelmente, seria legal. Casey, no entanto, negou que a CIA planejasse matar Kaddafi — mas a Comissão, disse uma fonte, “não confia em Casey” e disparou o seu protesto. Na semana passada, a Casa Branca disse que a carta está passando pelo “processo de liberação regular” e ainda não tinha chegado ao Presidente. Quanto à operação em si, que poderia ter começado mesmo sem a aprovação do Congresso, o governo não fez nenhum comentário, qualquer que fosse.
GRÁFICO: Imagem 1, Kaddafi, AP; Imagem 2, Hugel: A meta era a remoção “definitiva”, Mark Reinstein – Photoreporters
A Grande Mídia Mentirosa não está noticiando e os hipócritas cidadãos europeus não querem saber:a população líbia, que apoiava (e ainda apoia) a Jamahiriya, está sendo massacrada pelas forças armadas da OTAN e da Al Qaeda, num escandaloso processo de genocídio e expulsão de seu território, para nele serem instalados milhares de estrangeiros que estão entrando no país como novos moradores e colonizadores. Tudo isso porque o verdadeiro povo líbio quer continuar a viver uma vida boa e digna como sempre viveram nos 40 anos da Jamarihiya Árabe Socialista Líbia.
Eram ÁRABES SAUDITAS TODOS OS TERRORISTAS que com espantosa facilidade (por conivência dos órgãos de segurança internos americanos) sequestraram os 5 aviões nos EEUU dos quais 2 foram arremetidos contra as torres gêmeas do WTC em 11.09.2001. E, disseram, eram todos CHEFIADOS POR UM ÁRABE SAUDITA chamado BIN LADEN, numa organização terrorista chamada Al Qaeda. Depois de 10 anos, usando esse acontecimento como desculpa, os EEUU e a Europa já invadiram, destruíram e conquistaram vários outros países que nada tinham a ver com esses ataques, como o Afeganistão, o Iraque, a Somália, a Líbia e agora querem fazer o mesmo com a Síria e o Irã. Já mataram mais de 1 milhão de pessoas nesses países e continuam matando cada vez mais, utilizando como sócios parceiros nesses genocídios dezenas de milhares de militantes armados dessa organização Al Qaeda.
Enquanto isso, a ARÁBIA SAUDITA, de onde saíram todos aqueles que praticaram os atos terroristas em 11.09.2001, nunca foi sequer admoestada e continua sendo a MAIS PROTEGIDA, ALIADA E SÓCIA DITADURA dos EEUU e da Otan.
Vídeo: assista o desfile recente da Al-Qaeda financiada pela OTAN na Líbia ocupada pela OTAN
Veja o terror que hoje domina esse que há um ano atrás era o mais rico, pacífico, democrático e solidário país da África, com alto Índice de Desenvolvimento Humano e elogiado pela ONU em janeiro/2011 por seu avanço em Direitos Humanos:No início de 2011 o líder líbio Muammar Qaddafi denunciou ao mundo que a rede terrorista al-Qaeda estava por trás da “revolta” na Líbia.
Também Michael Scheuer, antigo chefe da ‘unidade Bin Laden‘ da CIA, escreveu o mesmo na mesma época: “Há razões plausíveis para acreditar que os ‘rebeldes’ são ou foram mudjahedin islamistas“. Mais de 90% da população líbia apoiava e ainda apóia o regime da Jamarihiya e seu líder Qaddafi. Por isso estão sofrendo um grande genocídio e expulsão de seu território, que está cada vez mais sendo invadido e ocupado por novos moradores vindo de outros países, apoiados pelos EEUU e os países da Europa, com todo o aval (pela omissão hipócrita) dos governantes, dos meios de comunicação e dos cidadãos norte-americanos e europeus, que em plena época de Internet, se recusam a conhecer essa verdade malcheirosa acontecendo debaixo de seus narizes, logo ali do outro lado do Mediterrâneo.
LÍBIA, Descanse em Paz,… …os ROTHSCHILDS são seus Donos agora
Por David Icke Publicado originalmente no Davidicke.com em 26/08/2011
Qaddafi estava sendo demonizado pelo governo Reagan-Bush Pai (Rothschilds) na década de 1980 quando a CIA e o Mossad (Agência de Inteligência de Israel) lideraram uma campanha para desestabilizar a Líbia, que é um espelho do que fizeram acontecer em 2011.
A revista Newsweek reportou, em 03 de agosto de 1981, “Um plano para derrubar Kaddafi“: “Os detalhes do plano estavam incompletos, mas parecia ser uma clássica campanha de desestabilização da CIA. Um componente era um programa de ‘desinformação’ destinado a embaraçar e constranger Kaddafi e seu governo. Outra era a criação de um “contra governo” para desafiar sua pretensão à liderança nacional. Um terceiro – potencialmente o mais arriscado – era uma campanha de escalada paramilitar, provavelmente por cidadãos líbios descontentes, para explodir pontes, conduzir operações de guerrilha de pequena escala e demonstrar que Kaddafi é contestado por uma força política nativa”.
Soa familiar? Isso foi há 30 anos.
Mas muitos só compram a mentira, não importa qual a época ou geração. Como Adolf Hitler disse: “Faça a mentira grande, faça-a simples, continue dizendo-a, e finalmente eles irão acreditar nela“.
E seu chefe de propaganda, Joseph Goebbels, disse: “A técnica propagandista mais brilhante não produzirá nenhum sucesso a menos que um princípio fundamental seja trazido e mantido na mente constantemente — deve limitar-se a alguns poucos pontos e repeti-los vezes sem conta, mais e mais”.
Hitler também disse, com igual relevância: “Que sorte para os governantes que os homens não pensam“.
Aviões da OTAN salpicaram Trípoli com bombas em apoio dos “rebeldes” no solo. Milhares dos muitos civis que a resolução da ONU disse que deveriam ser protegidos foram mortos no processo. Mas não ouvimos nada disso na grande mídia e muito pouco dos assassinatos e execuções de partidários de Qaddafi pelos “rebeldes” durante o conflito e depois que eles entraram em Trípoli.
A ênfase é sempre sobre as execuções e assassinatos de supostos simpatizantes dos rebeldes pelas forças de Qaddafi. Sem dúvida, algumas dessas afirmações são verdadeiras, mas onde está o equilíbrio? Não há nenhum, e a Síria agora está sendo demonizada para passar pelo mesmo processo de demonizar, invadir, conquistar, controlar. Richard Haas, presidente do Conselho Illuminati de Relações Exteriores que dirige a política externa dos EUA, admitiu que os bombardeamentos da OTAN na Líbia não eram para proteger os civis, mas para remover Qaddafi. Ele também pediu uma “força internacional” para ocupar o país e “manter a ordem”.
É a mesma retórica, o mesmo modelo, o que temos visto em todos os outros países “libertados” pelos arquitetos da tirania. Realmente é um adeus Líbia: descanse em paz. Os Estados Unidos e seus aliados recrutados da OTAN não vão se afastar e deixar a Líbia para os líbios. É uma ocupação de força para saquear os recursos do petróleo e do sistema bancário, e foi desde o início para ser assim.
Desvendando a vida familiar de Muammar Qaddafi e desmontando as mentiras da Grande Mídia Demonizadora Do: Svet+
O sérvio Miodrag Djordjevic, que viveu mais de 20 anos como cozinheiro na residência da família de Muammar Qaddafi é entrevistado pela jornalista Ana Mandić no programa Јутро плус (Manhã mais) da TV sérvia свет плус (Mundo mais)
Comida simples para um grande homem – Muammar Qaddafi
Tradução do Vídeo:
Ana Mandić: Hoje nosso convidado é Miodrag Djordjevic, que foi um cozinheiro na residência de Muammar Qaddafi por mais de 20 anos. Bom dia e bem vindo ao “Morning Plus (Manhã Mais)“ Miodrag Djordjevic: Bom dia.
Ana Mandić: Sua história é bastante interessante para os nossos telespectadores. Você trabalhou como cozinheiro pessoal para o coronel Qaddafi por mais de 20 anos. Na verdade, você parou de trabalhar este ano, certo? Miodrag Djordjevic: Sim, eu voltei de Trípoli em 29 de junho de 2011.
Ana Mandić: Você trabalhou em nosso país antes de ir para a Líbia? Miodrag Djordjevic: Sim, eu tinha trabalhado para a nossa empresa militar “Dedinje”.
Ana Mandić: Como aconteceu que precisamente você veio trabalhar como cozinheiro pessoal para o coronel Qaddafi? Miodrag Djordjevic: Bem, eu me inscrevi para o anúncio de emprego que foi publicado para essa vaga e, apesar do fato de que a concorrência era feroz eu foi escolhido graças às minhas qualidades e experiência.
Ana Mandić: Como se sentiu em trabalhar para o coronel Qaddafi? Ele era exigente? Miodrag Djordjevic: Não, de modo algum. Ele não era nem um pouco exigente. Ele era uma pessoa completamente normal. Ele não era de modo algum caprichoso ou extravagante e ele mesmo costumava pedir por telefone o que ele queria comer no almoço ou jantar. Ele nunca fez nenhum estardalhaço sobre a comida.
Ana Mandić: Pode nos dizer qual foi a opinião geral sobre ele? Miodrag Djordjevic: Bem, algumas pessoas o chamavam de ditador e achavam que seu regime era duro com os líbios, mas estou convencido de que a Líbia deve ter precisamente esse líder firme e decidido.
Ana Mandić: Você o viu muitas vezes? Miodrag Djordjevic: Sim, muitas vezes eu o vi de manhã depois que ele acordava, ele costumava acordar às 9 horas da manhã, porque ele sempre estava passando pela cozinha ou sala de jantar no caminho para a sua tenda.
Ana Mandić: Pode nos dizer qual tipo de personalidade era ele? Miodrag Djordjevic: Ele era uma pessoa completamente normal, ele costumava cuidar de tudo e de todos, tanto sobre a política como sobre os membros de sua família e cuidava até mesmo de nós, que trabalhávamos na residência.
Ana Mandić: Ele cuidava de você? Miodrag Djordjevic: Sim, ele cuidava muito de nós. Ele estava sempre preocupado se tínhamos tudo que precisávamos, por exemplo, se alguém de nós ia viajar, ele sempre cuidava para que tivéssemos bons veículos. Ele não era reservado de modo algum. Pelo contrário, ele era muito comunicativo, um tipo de pessoa a quem você sempre pode recorrer se você precisar de alguma coisa.
Ana Mandić: Visto que você estava na Líbia quando os motins começaram e mais tarde durante a guerra pode nos dizer como era a vida lá? Miodrag Djordjevic: Os motins começaram em 13 de janeiro de 2011. No início, o coronel Qaddafi pensou que tudo iria acabar bem, mas quando um após o outro de seu círculo mais próximo de pessoas começaram a traí-lo, ele se tornava mais e mais reservado e estava óbvio que estava ficando muito difícil para ele. Eu não sei como expressá-lo direito, mas era evidente que estava magoando-o intensamente.
Ana Mandić: Você nos trouxe algumas fotos que vamos mostrar agora para nossos telespectadores. Aqui, nesta, podemos ver você com o coronel Qaddafi. Miodrag Djordjevic: Sim, esta foto foi tirada em 1996, quando paramos na cidade de Sabha em nosso caminho de volta da Nigéria. O coronel Qaddafi queria ser fotografado com todos os sérvios que estavam trabalhando para ele naquela época.
A próxima foto é de 2006, quando a minha família toda estava na Líbia, porque minha esposa trabalhava lá, também. Pedi ao coronel Qaddafi tirar uma foto com a minha família para que possamos ter uma memória dele.
Aqui está mais uma foto. Esta foto foi tirada há 3 anos. Os membros de sua família estão nela. A primeira à direita é sua filha adotiva Hanna, que era a sua favorita, o jovem com barba é Saif al Arab, que foi morto no ataque da OTAN em 01 de maio de 2011.
Ana Mandić: Houve algumas especulações sobre adoção de Hanna. Miodrag Djordjevic: Bem, você sabe, é um assunto delicado, mas eu diria que ela foi adotada.
O rapaz de camisa azul é Mohamed, filho do coronel, de seu primeiro casamento e ao lado dele está Aisha, sua única filha de sangue.
Ana Mandić: Onde você disse que esta foto foi tirada? Miodrag Djordjevic: Três anos atrás.
Ana Mandić: Visto que você foi cozinheiro do coronel Khadafi você nos diria que tipo de comida que ele gostava de comer? Miodrag Djordjevic: Ele gostava de comer todas as antigas refeições tradicionais líbias como a gata, Bazin, iz zabib e cuscuz feito de farinha integral.
Ele tinha o seu próprio gosto para comida e eu sempre olhava para o seu sofra – o grande prato em que a comida é servida, para ver se ele comia bem e se ele ficou contente com as refeições, porque houve momentos em que ele não ficava satisfeito e naquelas ocasiões ele me chamava no telefone e me dizia que ele não gostara de algum prato, mas isso é normal na nossa profissão.
Ana Mandić: Você ficou receoso pela sua vida quando os distúrbios começaram na Líbia? Miodrag Djordjevic: Não, eu era bem considerado uma vez que eles adivinhavam o que seria bombardeado em seguida. Eu era movido de um lugar para outro. No final, eles me pagaram bem antes de eu sair do país.
Ana Mandić: Como você recebeu tudo o que estava acontecendo com o coronel Qaddafi? Miodrag Djordjevic: Eu recebi muito mal. Foi como um relâmpago inesperado para mim embora eu pense que o coronel Qaddafi sabia o que ia acontecer devido aos acontecimentos anteriores no Egito e na Tunísia. Em seguida, o mesmo cenário começou a acontecer em Benghazi, onde o coronel não ia frequentemente desde que a cidade estava sob a governança de Mustafa Abdeljalil o homem que organizou os tumultos no final.
Ana Mandić: Você vive na Sérvia agora? Miodrag Djordjevic: Sim, eu moro com minha família em Belgrado.
Ana Mandić: Você continua a trabalhar como cozinheiro? Miodrag Djordjevic: Sim, claro.
Ana Mandić: Muito obrigado por estar conosco. Nossos telespectadores podem ouvir um pouco mais sobre esta interessante história hoje à noite no programa que recebe meu colega Milovan Drecun.
Veja abaixo por que Qaddafi foi eleito pela maioria do voto popular na Internet, apesar da intensa propaganda da Grande Mídia político-empresarial internacional tentando transformá-lo num “demônio” Do: Canal de davisoneill, no Youtube
Muammar Qaddafi foi o vencedor do Prêmio Herói dos Direitos Humanos 2011,da Anistia Internacional, em votação pela Internet.
No entanto, quando os covardes bajuladores que dirigem a Anistia viram o caminho que a votação estava seguindo, suspenderam a competição e se recusaram a anunciar o vencedor.
Tarde demais.
Milhões de pessoas já tinham visto o que tinha acontecido. O povo tinha se manifestado e a sua opinião a Anistia não pôde esconder.
Tradução do vídeo:
Coronel Muammar Qaddafi, vencedor do Prêmio Herói dos Direitos Humanos de 2011 da Anistia Internacional.
Aqui estão algumas das razões pelas quais as pessoas comuns decentes do mundo votaram assim…
O coronel Qaddafi baixou a Taxa de Mortalidade Infantil na Líbia de 125 em cada 1.000 habitantes para 15 em cada 1.000 habitantes.
Isso se traduz em 2.000.000 de pais, ao longo dos últimos 40 anos, não tendo que sofrer a agonia de perder um filho.
ASSISTÊNCIA MÉDICA GRATUITA na Líbia
Centro Médico de Trípoli
Durante a monarquia fantoche dos EUA na Líbia (governo do Rei Idris), viver em uma casa de tijolos era um privilégio apenas para uma pequena elite.
O Coronel Qaddafi prometeu casa para todos os líbios antes que seus próprios pais tivessem uma casa.
Seu pai morreu na tenda que ele nasceu – mas, em poucos anos, cada família líbia tinha uma nova casa de tijolos.
BOLSA DE ESTUDOS GRÁTIS NA LÍBIA
46% dos estudantes pós-secundários são do sexo feminino
Juntamente com belos edifícios públicos e faculdades onde a educação era gratuita para todos.
Universidade Al-Tahadi
Faculdade de Estomatologia
Centro de conferências
O coronel Qaddafi construiu o maior projeto humanitário de todos os tempos: o Grande Rio Feito pelo Homem, que abastece o continente africano com tanta água quanto o rio Nilo fluindo por 200 anos.
Seu plano era salvar milhões de vidas partilhando esse milagre com todo o povo da África.
Agora os imperialistas franceses querem privatizar essa água, e vendê-la para quem oferecer mais dinheiro.
As crianças africanas podem ir para o inferno.
O coronel Qaddafi organizou a União Africana, para que o povo africano pudesse ser independente e livre do terror e do roubo imperialista.
Ele estocou 140 toneladas de ouro em Trípoli, para ser a base do Banco Central Africano, libertando assim a África das garras do FMI e do Banco Mundial, e salvando milhões de vidas africanas.
É por isso que os banqueiros internacionais criminosos queriam este belo e amoroso homem morto.
Je pense a vous nostalgie = Acho que você tem saudade
UM HOMEM com coragem é um majoritário
VIVA LÍBIA!
Coronel Muammar Qaddafi Herói dos Direitos Humanos 2011 da Anistia Internacional
Testemunho sobre a vida familiar de Qaddafi desmascara as mentiras da Grande Mídia Demonizadora Miodrag Djordjevic foi cozinheiro pessoal da família de Muammar Qaddafi por 20 anos. Ele deixou a Líbia em Junho de 2011. A esposa de Miodrag, Suzana Djordjevic, também passou alguns anos (1990-1996) na Líbia, cuidando dos filhos de Qaddafi. Neste vídeo eles falam sobre a vida na residência de Qaddafi, proporcionando uma visão de seu estilo de vida, valores, relações com seus filhos e com seu pessoal. A entrevista foi feita em Belgrado, na Sérvia (antiga Iugoslávia), em dezembro de 2011, por Milovan Drecun, famoso jornalista sérvio. O Sr. Drecun havia visitado a Líbia em junho de 2011, quando passou algumas semanas fazendo uma pesquisa sobre o jornalismo independente na guerra da Líbia.
“Minha vida com a família Qaddafi”
Milovan Drecun entrevista Miodrag Djordjevic
Filho do deserto Muammar al Qaddafi
Milovan Drecun: Muammar Abu Muhammad al-Qaddafi Minyar foi o líder da Líbia desde 1969 até 2011. No início dos anos 1960 ele terminou a escola de oficiais no Reino Unido e formou o Movimento dos Oficiais Livres. Juntamente com esta organização, em 1969, ele derrubou o rei Idris em um golpe sem sangue, e, em seguida, estabeleceu a ditadura militar e tomou o poder no país. Em vez de reino, ele formou um estado socialista, embora o seu modelo de estado social fosse completamente diferente dos modelos já conhecidos. O país ganhou um novo nome – Jamahiriya Popular Socialista Árabe Líbia
Ele estabeleceu um sistema político de congressos populares e comitês populares como uma forma de democracia direta Em 1976 ele publicou o Livro Verde, em que ele estabeleceu seus objetivos políticos.
Qaddafi defendeu fortemente a unidade dos países árabes.
Em anos mais recentes, ele estava tentando reforçar e acelerar a unificação dos países africanos.
Com sua insistência a União Africana foi fundada, e foi declarada a sucessora para a Organização da Unidade Africana, e, inspirada na União Européia, foi concebida para se tornar uma região econômica integral na África.
No início de 2011, depois que a guerra eclodiu na Líbia, uma das principais exigências dos rebeldes era que ele abdicasse do poder e deixasse o país.
Em 27 de junho, o TPI (Tribunal Penal Internacional) em Haia, emitiu um mandado de prisão contra Qaddafi, por crimes supostamente cometidos contra a humanidade, que foi rejeitado pela UA (União Africana).
Muammar al-Qaddafi foi brutalmente assassinado em 20 de outubro de 2011 em sua cidade natal de Sirte.
A ONU (Organização das Nações Unidas) oficialmente solicitou uma investigação sobre sua morte, suspeitando que foi cometido crime de guerra.
No final de junho de 2011, na mesma época em que minha visita à Líbia estava prestes a terminar, um homem também estava deixando o país – um homem que foi cozinheiro pessoal de Qaddafi por 20 anos. Milovan Drecun: Quando você conheceu Qaddafi? Miodrag Djordjevic: Eu fui para a Líbia em 13 de janeiro de 1990. O primeiro contato foi no 6º mês, enquanto eu estava servindo café da manhã para as crianças, ele se aproximou de mim por trás, na cozinha, em primeiro lugar cumprimentando-me com “Assalamu Alaikum“. Virei-me e quando eu vi eu estava assustado… Então ele perguntou: “Kako si?” (que significa “Como vai você?” em sérvio). Fiquei intrigado – como ele podia falar a nossa língua? Esse foi o nosso primeiro encontro, muito emocionante e muito intenso. Os pratos favoritos do presidente eram os nacionais líbios. Ele gostava de ter “asida” de manhã, é semelhante ao pudim rápido de farinha de trigo; “m’gata’a“, semelhante ao espaguete, mas é feito em casa e picado; “couscous“, feito com farinha integral; “ruzz m’hubub“, ele gostava mais com passas; quando ele alcançava algum sucesso, ele gostava de ter “bazeen“… Este é feito de cordeiro, molho, batatas, ovos… é uma comida muito saborosa. Ele preferia comer em uma tigela de madeira, eu tenho esses talheres que ele usava…
Quando ele era visitado por autoridades oficiais, ressaltava que deveria ser servido uma comida que todos os seus compatriotas comiam. Ele não era muito exigente. Houve momentos em que havia mais comida na minha geladeira do que em sua residência. Ele era modesto e sempre disse que a comida não deve ser desperdiçada, mostrava quanta carne ele queria, e ele comia pouco.
Uma noite, nós conseguimos melancias, não era a sua época ainda, elas foram trazidas da África, de Gana, eu acho, aquelas eram as primeiras melancias na Líbia… O garçom extraiu apenas o núcleo e jogou fora o resto. Naquele momento Qaddafi estava vindo checar a cozinha, o depósito e a pilha de lixo. Junto com sua Senhora Safia e Saif al-Islam, ele foi para o depósito de lixo e viu que a melancia e o pão tinham sido jogados. Ele pediu que tudo aquilo fosse trazido para a cozinha e disse que era muito triste que a comida estava sendo jogada no lixo. Ele disse que muitas pessoas não tinham nada para comer, e que seria melhor se nós déssemos isso para o exército ou uma sociedade humanitária em vez de despejá-la no lixo.
Ele admirava os sérvios pela qualidade do seu trabalho, por sua honestidade e muitas outras coisas. Vir trabalhar em sua casa, sem testes e checagens – isso mostra sua enorme confiança, e isto é realmente algo especial.
As refeições que eu estava fazendo não eram submetidas a quaisquer controles, eram servidas diretamente em sua mesa. Nunca houve quaisquer problemas nesses 20 anos. Ele confiava muito em nós.
Qaddafi gostava muito de iugoslavos e muito frequentemente nos mostrava isso, e ele apreciava-nos trabalhando em sua casa, então ele estava sempre sorrindo assim. Milovan Drecun: É este um sorriso sincero? Miodrag Djordjevic: Sim, um sorriso muito sincero. Essa foto foi tirada em 1996, quando nós estávamos voltando da Nigéria, paramos em Sabha, onde ele fez uma pequena pausa, e então ele nos pediu, seus empregados, que ele queria tirar uma foto com a gente. Tiramos fotos muito bonitas… essas são as nossas pessoas trabalhando para ele.
Esta foto foi tirada no aniversário de 18 anos de Aisha, isso foi em Gharghour. Fizemos alguma comida para aquela ocasião. Milovan Drecun: Como pareceu a cerimônia? Frequentemente se fala sobre a vida luxuosa de Qaddafi… Miodrag Djordjevic:Não havia luxo sob qualquer condição, eles eram pessoas muito modestas… Nós não fizemos nada de especial… aperitivos frios, aperitivos quentes e algumas sobremesas comuns.
Esta foi no casamento de Aisha, que foi em Mazra, em uma grande tenda que Mubarak deu de presente e onde a cerimônia ocorreu. Eu era seu anfitrião, uma vez que a Senhora Safia nos considerava sua família. Milovan Drecun: Quantos convidados estavam lá? Miodrag Djordjevic: Cerca de 2.000. Só as mulheres estavam no salão, uma vez que mulheres e homens eram separados. Milovan Drecun: Isso é uma prática comum nos Líbia? Miodrag Djordjevic: Sim, nos casamentos os homens e as mulheres não devem ficar juntos. Milovan Drecun: Foi muitas vezes falado sobre a generosidade de Qaddafi, que ele costumava atender os pedidos das autoridades de estado em busca de ajuda financeira. Miodrag Djordjevic: Sim, é verdade. Ele realmente estava ajudando. Embora eu fosse seu cozinheiro, eu estava ouvindo muito de seu pessoal sobre a sua ajuda . Ele ajudou mais a África, ele realmente deu um monte de dinheiro para a África. Milovan Drecun: Quais autoridades européias ele ajudou? Miodrag Djordjevic: Por exemplo, ele deu dinheiro para Papandreou, ele veio em 2005… Milovan Drecun: Primeiro-ministro grego? Miodrag Djordjevic: Sim, primeiro-ministro grego. Ele conseguiu, penso eu, cerca de 20 milhões de dólares, sendo obrigado a fazer um complexo turístico em Baida e Benghazi. Milovan Drecun: Construí-lo na costa da Líbia? Miodrag Djordjevic: Sim, na costa da Líbia. Ele também deu dinheiro para o presidente francês para sua campanha eleitoral, ele deu aos italianos … Milovan Drecun: Você quer dizer que Sarkozy? Miodrag Djordjevic: Sim, exatamente. Isso é o que eu ouvi bem, do seu povo. Milovan Drecun: Esse é o mesmo Sarkozy que começou a campanha de bombardeio e derrubada de Qaddafi? Miodrag Djordjevic: Certo. Milovan Drecun: E ele deu a Berlusconi também? Miodrag Djordjevic: Sim, ele também. Milovan Drecun: De todos as autoridades que visitaram Qaddafi, que impressionou mais a você? Miodrag Djordjevic: O presidente egípcio, ele era realmente … Milovan Drecun: Mubarak antigo presidente? Miodrag Djordjevic: Sim, ele. Em seguida, Yasser Arafat, presidente palestino, que estava sempre visitando repentinamente. Lembro que uma vez seu avião ficou preso na areia quando tentava pousar. Então Qaddafi ficou muito preocupado e eles correram para verificar se ele estava ok.
Relativamente a estes presidentes europeus, ele estava apenas parcialmente contente de encontrá-los. Ele era mais orientado para a África, que ele queria torná-la unida, ele queria que aqueles países muçulmanos fossem compactos e unidos. No entanto, tudo isso ficou do jeito que está. Milovan Drecun: Eu sei que ele costumava convidar algumas autoridades e, em seguida, deixava-os esperando por ele por vários dias. Miodrag Djordjevic: Sim, por exemplo, o presidente francês Jacques Chirac estava esperando há 2 dias para ser recebido. Ele estava em Trípoli, mas Qaddafi foi para Sirte, e convidou-o para vir a Sirte.
Um dia eu fui ao armazém de seu fornecedor para pegar algumas mercadorias, e vi alguns envelopes entre as mercadorias nas prateleiras. Eu perguntei ao fornecedor: “O que é isso?” Ele disse: “Isso é salário do patrão” Peguei o envelope e olhei – havia 575 dinares líbios.
Isso foi no passado 1990, quando vim pela primeira vez para a Líbia e encontrei aquelas pessoas pela primeira vez. Fiquei espantado e perguntei: “O que ele vai fazer com esse dinheiro? Por que está sendo mantido nos envelopes?”. Ele me disse que a Senhora Safia estava economizando-o e dando-o para os pobres, eles estavam comprando mantimentos, carne e dando-os para os pobres.
Com respeito aos seus custos de vida dentro da residência, havia 9 deles e os custos eram 150 euros por dia. Quando as autoridades estavam visitando, as despesas eram de cerca de 1100-1200 euros. Ele não permitia muita extravagância. A vida na residência Qaddafi era muito modesta. Não havia torneiras de ouro, marfim ou decorações em seus quartos. Seus quartos tinha uma cama de casal, estante e armário de roupas. O banheiro, era muito comum, simples, com uma banheira normal, prateleiras de cosméticos. Ele mesmo não o queria muito limpo e perfeito, mas parecer natural, assim como em qualquer outra casa.
Ele era muito justo para seus filhos. Ele queria que eles fossem como todas as outras crianças, para não terem luxo e não se comportarem arrogantemente. Suzana Djordjevic (esposa de Miodrag, esteve cuidando dos filhos de Khadafi de 1990 a 1996): Apesar de todos os seus compromissos, Qaddafi cuidava muito de seus filhos – se estavam no horário para a escola, se eles estavam se comportando bem …
Ele também costumava vê-los à distância, enquanto eles estavam brincando e socializando. Ele teve filhos de dois casamentos – filho Maomé do primeiro e 7 do segundo casamento.
No entanto, ele também adotou crianças – Hannah e, anteriormente, 3 deles a quem ele criou como seu e que se casaram.
Ele não os tratava de forma diferente dos seus próprios filhos. Sua favorita era Hannah, que tinha sido adotada. De todos os seus filhos, era com ela que ele gastava mais tempo. Ela
era menina muito carinhosa… ela o considerava seu verdadeiro pai. Qaddafi gastava seu tempo livre com seus filhos, jogando xadrez…
Esta é a pequena Hannah, Saif al-Arab …
Ele queria que seus filhos não se diferenciassem de outras crianças líbias. As crianças freqüentavam escolas regulares, comuns, eles não iam para as especiais, nem eram educados em casa, exceto quando eles tomavam algumas aulas extras.
Ele não queria que seus filhos fossem olhados de forma diferente, fossem favorecidos pelos professores. Ele até mesmo proibia estritamente isso – dizendo que os professores que fizessem vista grossa para suas crianças não seriam capazes de conseguir um emprego na Líbia.
Ele costumava discipliná-los…
Por exemplo, ele castigou Hannibal uma vez, quando ele não estava bem na escola, então Qaddafi veio em seu quarto, deu uma olhada em seus armários e viu as roupas que eram um pouco caras, então ele as levou embora… porque ele não queria que seus filhos vestissem roupas melhores que as outras crianças. Ele próprio trouxe o aparelho de TV para fora da sala de Aníbal, bem como o aparelho de som.
O quanto Qaddafi queria que seus filhos fossem modestos se pode aprender com isso: uma vez, quando havia uma feira de carro em Tripoli, um de seus filhos comprou um carro e dirigiu-o para a residência. Quando ele estava entrando na residência Qaddafi viu o carro e perguntou ao segurança de quem era aquele carro. Eles lhe disseram… Ele ficou chocado, e ele queimou aquele carro. Ele fez isso por si mesmo. Miodrag Djordjevic: Como todos os presidentes, ele tinha os seus informantes.
Em uma parte do Gargaresh onde estavam suas casas de praia, as crianças se reuniram com suas companhias, se divertindo um pouco. Ele ouviu isso e chegou lá … durante a noite todo o complexo foi trazido para baixo dentro do mar. Ele não permitia que seus filhos se comportassem como se estivessem acima dos outros. Ele queria que eles fossem como filhos de qualquer outro cidadão da Líbia.
Esta foto foi tirada em 1996, no aniversário de Hannah. Crianças iugoslavas também foram convidados para a festa infantil na residência. Quando as fotos individuais estavam para ser tiradas, ele foi à Senhora Safia, perguntou-lhe de quem eram essas duas crianças e ela lhe disse que aqueles eram filhos dos nossos trabalhadores. Ele imediatamente concordou em tirar fotos com os nossos filhos em primeiro lugar.
Nesta foto ele está com minha filha e o filho de um colega. Essa foto foi tirada em 2006, quando minha família veio me visitar. Pedi-lhe que ele tirasse uma foto com minha família. Ana Djordjevic (filha de Miodrag): Em 2006 eu estava visitando meu pai, e uma vez que meus pais me disseram que Qaddafi estava escrevendo livros, eu estava interessada no que ele estava escrevendo, sobre e sua maneira de pensar, então eu decidi comprar um de seus livros… Este é o livro.
O livro é muito interessante, no entanto, cruzou pela minha mente que eu deveria dar o livro para o meu pai, para que ele pudesse obter um autógrafo para mim, porque eu ficaria muito feliz de ter tal lembrança. Papai foi com ele para Sirte, ele autografou o livro para mim, aqui…
Com este livro eu consegui o seu Livro Verde, que também foi autografado.
O livro é muito interessante, consiste em poucas novelas, mas para mim a parte mais interessante foi uma a respeito da relação entre cidade e campo. Ele descreve a cidade como um movimentado lugar onde as pessoas estão sempre com pressa e sempre que um estranho quiser perguntar um endereço as pessoas lhe dirão: “Eu estou com pressa, eu sinto muito, você vai ter que pedir a outro alguém”. Ao passo que o campo é descrito como um lugar calmo, onde todos se conhecem e todos são amigos e onde, como ele disse, pela primeira vez a Lua pode ser vista do jeito que é, e onde se pode perceber a clareza do céu, sem poluição ao redor.
Eu gostei muito disso. Miodrag Djordjevic: Qaddafi não gosta de fumar, ele proibiu estritamente aos seus filhos.
Eles fumavam escondido… Muitas vezes a Senhora Safia vinha aos quartos de seus filhos e procurava em seus bolsos. Quando ela encontrava cigarros ela os criticava, dizendo que se Qaddafi descobrisse, ele iria fazer um alarido.
Nenhum de seus filhos fumou cigarros na sua presença.
E o consumo de álcool estava fora de questão, pois era proibido por lei.
Uma vez, nos anos 1980, quando ele estava na Bulgária, durante a recepção da sua delegação foi servido álcool. Ele se virou e foi embora.
Naquele dia, 24 de março de 1999, quando a NATO anunciou o bombardeio da Sérvia a Senhora Safia veio para a cozinha, com as mãos à cabeça e gritando: “O que esses vilões sobre seu país querem?”
Quando o presidente Qaddafi ouviu que os sérvios haviam extraditado Milosevic para o tribunal em Haia, Qaddafi não aprovou de jeito nenhum. Ele não estava apoiando a extradição de uma autoridade de Estado que, afinal, representava o seu país. Ele era contra, independentemente do fato de ele não colaborar muito com Milosevic.
Houve uma pequena reunião, onde ele disse isso ao seu pessoal.
Ele não era um defensor do tribunal de Haia e não o reconhecia.
Sua residência e sua casa eram mantidos principalmente por Alemães, que sabiam os mapas de sua casa, seus abrigos e tudo mais. Todas as suas coisas e equipamentos técnicos foram adquiridos da Alemanha.
A última vez que vi Qaddafi foi em março, ele entrou na cozinha e expressou seu apreço por eu ficar lá e por ser amável com sua família. Ele me perguntou: “Mio, é você o único?”. Eu lhe disse que eu era o único iugoslavo que restara. Ele me chamou de um grande homem e um grande chef.
A última vez que eu ouvi dele foi no final de março, quando ele me chamou e pediu um jantar para uma delegação. Ele me perguntou de novo se eu era o único. Eu disse que eu era, e ele me disse que eu era um grande homem e um grande sérvio.
Antes de eu deixar a Líbia, a Senhora Safia me disse para ficar pronto para uma viagem, que eu ia de férias durante um mês, dois ou três, e que eles iriam me convidar para voltar.
Qaddafi não está mais, mas eu tenho essa grande lembrança. Milovan Drecun: Durante 20 anos você conheceu Muammar Qaddafi e sua família…
Você pode responder a esta pergunta – Muammar Qaddaf era um ditador ou o líder da revolução? Miodrag Djordjevic:Ele era apenas o líder da revolução, de jeito nenhum um ditador. Porque um homem que cuida de tudo e deseja o melhor para seu povo com todo o seu coração não pode ser um ditador. Apenas o líder da revolução. Milovan Drecun: Você ficou abalado por sua trágica morte? Miodrag Djordjevic: Sim, terrivelmente. Eu estava totalmente devastado por sua morte.
Depois de todo esse tempo, eu ainda não consigo acreditar que tal coisa poderia acontecer a um grande dignitário e um grande líder revolucionário.